CoNfLiToS

Quem não teme discutir esse tema, não é verdade? Nos remete a um desconforto, tensão e por aí vai! A verdade é que os conflitos também tem seu lado bom!!
A palavra conflito vem do latim “conflictus” e significa colisão, choque. Esse choque pode ter acontecido entre duas pessoas, dois grupos, ou no interior de uma mesma pessoa. Podem não necessariamente serem violentos, mas podem se tornar violentos se houver um acúmulo ou se tornarem a se repetir sem serem bem administrados e regulados, gerando tensões e mágoas conflituosas...
CoNfLiToS

Quem não teme discutir esse tema, não é verdade? Nos remete a um desconforto, tensão e por aí vai! A verdade é que os conflitos também tem seu lado bom!!
A palavra conflito vem do latim “conflictus” e significa colisão, choque. Esse choque pode ter acontecido entre duas pessoas, dois grupos, ou no interior de uma mesma pessoa. Podem não necessariamente serem violentos, mas podem se tornar violentos se houver um acúmulo ou se tornarem a se repetir sem serem bem administrados e regulados, gerando tensões e mágoas conflituosas...
Paula Cristina O. Felisbino
Psicóloga Clínica
CRP 06/142323

27.01.19
LimiteS
Limite é algo de que precisamos lançar mão para manutenção de nossa saúde mental e emocional. Mas afinal, o que são limites? Onde e como devemos estabelecer nossos limites para qualidade de vida e qualidade nos nossos relacionamentos?
Um limite físico demarca fisicamente a propriedade de alguém, como, por exemplo, uma cerca, grade, muro, placas e todos os limites indicam onde começa e onde termina uma propriedade.
Os limites que dizem respeito a nossa própria vida nos definem. Definem quem somos e o que os outros são. Eles nos mostram quais são nossas responsabilidades e as coisas pelas quais não somos responsáveis, bem como o que não é de nossa propriedade. Temos muita dificuldade em entender que não somos responsáveis pelas outras pessoas, por suas decisões ou pelo que acontece ou deixa de acontecer em sua vida, muitas vezes porque esse mesmo outro não se torna responsável pela sua própria vida.
Na clínica, o número de pessoas que trazem angústias e, no nível máximo de uma situação de falta de limites, apresentam quadros depressivos, é por vezes extenso. Portanto é necessário que passemos a olhar o modo como lidamos com nossos limites e o que a falta de limites tem causado em nossa saúde mental e emocional. Entender que em nosso trabalho, nos nossos relacionamentos em nossa vida de um modo geral, precisamos estabelecer limites sobre aquilo que pode não nos respeitar e tirar nossa própria vida do foco.
Existe uma outra palavrinha que é mágica e que, por sinal, é parente da palavrinha mágica “Por Favor” de que gostamos tanto, que é a palavra “Não”. Aliás dizer “não” de vez em quando é um “por favor” que nossa saúde emocional nos pede.
E por que temos tanta dificuldade em dizer “não” quando necessário? Por que pensamos que seremos seres humanos horríveis se dissermos “não” para algumas pessoas e situações que, claramente, extrapolariam nossos limites e nos fariam mal? Algumas razões para agirmos assim é por não sabermos nossa identidade, por termos medo de como o outro passará a nos olhar quando lhe dissermos não, por medo da desaprovação e de perder o amor do outro por nós.
Como seres sociais temos a necessidade de que o outro de sua opinião sobre nós pois, afinal de contas, o outro também nos define. Nos enxergamos no outro e o outro se vê em nós e assim nos definimos e estabelecemos nossos limites. Os problemas se iniciam quando não estabelecemos nossas fronteiras e nossa vida passa a girar em função do outro, enquanto nossa vontade, opinião e desejos são, por vezes, anulados, a fim de evitar qualquer conflito que possa se desencadear no momento em que dissermos “não”.
Dizer “não” e estabelecermos nossos limites deixa claro que viemos em primeiro lugar e isso significa se cuidar, amar a si mesmo como se é, para que o outro também usufrua de um relacionamento saudável que seja produto de nosso auto cuidado e amor próprio. Lembrando que “amor próprio” não é sinônimo de egoísmo mas de dar prioridade ao que é importante quando vermos que somos, de fato, importantes.
Limite. Ele SIM!!
Paula C. O. Felisbino
CRP 06/142323
