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15.09.19

ANSIEDADE

A ansiedade, tanto quanto a depressão, têm sido o mal-estar dos dias de hoje, atingindo inúmeras pessoas, desde crianças até idosos.

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Mas afinal, o que é ansiedade? Quais são as causas da ansiedade e o que sentem as pessoas ansiosas?

 

A palavra ansiedade vem do grego “anshein”, que significa “estrangular”, “sufocar”, “oprimir”. Outro termo relacionado a ansiedade, “angústia”, vem do latim “angor” e significa “falta de ar” ou “opressão”. Essas duas palavras latinas derivam da raiz da palavra germânica “angh”, que significa “estritamento” ou “contrição”; termos que ilustram muito bem as sensações de uma pessoa que sofre de ansiedade.

 

A ansiedade é caracterizada por um estado de humor desconfortável, apreensão negativa em relação ao futuro e inquietação interna desagradável. É um transtorno que atinge de 4,1% a 6,6% da população geral. A diferença entre ansiedade e medo é que o medo possui um objeto específico e a ansiedade está relacionada a emoções não específicas.

 

É normal sentirmos medo diante de algumas situações, pois o medo faz parte, nos prepara para enfrentar os desafios e nos ajuda a nos adaptarmos as novas realidades da sociedade e do ambiente que mudam constantemente. O novo sempre causará um estresse adaptativo em todos os seres humanos, em maior ou menor grau. O problema se inicia quando esse medo ou apreensão se tornam excessivos e  de difícil controle, interferindo de forma significativa no funcionamento social e ocupacional adequado do indivíduo.

 

As causas da ansiedade podem ser diversas, tais como: traumas, estresses, doenças físicas, genéticas e até a depressão, sendo essa última também considerada uma consequência da ansiedade.

 

Os sintomas mais comuns da ansiedade, incluindo sintomas físicos são: irritabilidade contínua, preocupações exageradas, pensamentos catastróficos, tensão muscular, tremores, sudorese, palpitações, tonturas, sensação de “cabeça leve”, desconforto epigástrico, cansaço fácil, dificuldade de concentração e insônia.

 

O tratamento para a ansiedade leve consiste em intervenções psicológicas, sem a necessidade de tratamento medicamentoso concomitante. Por isso é importante se atentar aos sinais que você percebe estar paralisando sua vida, de algum modo, pois, a falta de cuidado com o estado ansioso pode levar a estágios mais graves desse transtorno, sendo necessário, posteriormente, intervenções com psicoterapia e terapia medicamentosa.

 

É importante dizer que, para muitos de nós, ainda é um tabu e preconceito, procurar a ajuda de um profissional da saúde mental e emocional, para aprendermos a lidar com a ansiedade. E é também importante termos em mente que, procurar por ajuda especializada é, acima de tudo, se colocar em primeiro lugar e buscar mais qualidade de vida.

 

Se você se identifica com o texto, tem dúvidas sobre o tema ou conhece alguém que passa por essa dificuldade e gostaria de receber ajuda, não hesite em entrar em contato através deste espaço ou através de uma de minhas redes sociais, no final do site.

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Cuide-se e viva bem!!

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Paula C. O. Felisbino

CRP 06/142323

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Refs.: "Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais" - Paulo Dalgalarrondo; Revista "Atlaspsico"

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Imagem: Acervo Wix

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Paula Cristina de Oliveira Felisbino

Psicóloga Clínica                 CRP 06/142323

Tel: (11) 95965-1677

e-mail: paulaoliverpsico@gmail.com

 

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