CoNfLiToS

Quem não teme discutir esse tema, não é verdade? Nos remete a um desconforto, tensão e por aí vai! A verdade é que os conflitos também tem seu lado bom!!
A palavra conflito vem do latim “conflictus” e significa colisão, choque. Esse choque pode ter acontecido entre duas pessoas, dois grupos, ou no interior de uma mesma pessoa. Podem não necessariamente serem violentos, mas podem se tornar violentos se houver um acúmulo ou se tornarem a se repetir sem serem bem administrados e regulados, gerando tensões e mágoas conflituosas...
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Quem não teme discutir esse tema, não é verdade? Nos remete a um desconforto, tensão e por aí vai! A verdade é que os conflitos também tem seu lado bom!!
A palavra conflito vem do latim “conflictus” e significa colisão, choque. Esse choque pode ter acontecido entre duas pessoas, dois grupos, ou no interior de uma mesma pessoa. Podem não necessariamente serem violentos, mas podem se tornar violentos se houver um acúmulo ou se tornarem a se repetir sem serem bem administrados e regulados, gerando tensões e mágoas conflituosas...
Paula Cristina O. Felisbino
Psicóloga Clínica
CRP 06/142323

TRANSTORNOS alimentares
06.10.2019

Os Transtornos ou Distúrbios Alimentares se caracterizam pelo consumo excessivo ou pela redução excessiva dos alimentos e podem ter, como causas, a ansiedade e a depressão. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, 1% da população mundial sofre com transtornos alimentares.
Os transtornos de ansiedade que não são devidamente tratados, criam uma predisposição para o desenvolvimento de alguns transtornos alimentares, pois pessoas ansiosas encontram na alimentação excessiva ou em sua redução, uma forma de “resolver” suas angústias e preocupações.
Existem diversos tipos de transtornos alimentares mas vou falar dos 3 tipos mais comuns. O primeiro deles é a Anorexia Nervosa (AN). Esse transtorno é caracterizado pela perda de peso autoinduzida, por abstenção de alimentos que engordam e por comportamentos como vômitos e autopurgação. Outra característica desse transtorno é a distorção da imagem corporal, onde a paciente se vê muito acima do peso. Ocorre comumente em garotas adolescentes e em mulheres jovens (90% dos casos no sexo feminino).
O segundo transtorno alimentar bastante comum é a Bulimia Nervosa (BN). Esse transtorno se caracteriza por um desejo irresistível por comida, levando a paciente a episódios repetidos de hiperfagia, que são os conhecidos “ataques” a geladeira, docerias, etc.. Pessoas com bulimia também se preocupam excessivamente com ganho/controle de peso e essa preocupação acaba levando a paciente a tomar medidas extremas, como vômitos, uso de diuréticos e laxantes para tentar minimizar o descontrole.
Por último, e não menos comum, existe o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA), com uma frequência de 2,6% da população mundial. Esse transtorno é caracterizado por uma perda de controle sobre o consumo de alimentos, porém, com a ausência de comportamentos compensatórios como vômitos, purgação, exercícios físicos excessivos, jejum, etc..
Pessoas com TCA geralmente chegam a obesidade e sobrepeso, podendo desenvolver obesidade mórbida. Não comem de forma precipitada ou voraz, mas de forma contínua, enquanto houver comida disponível. Geralmente sentem dificuldade em diferenciar a fome de sensações desagradáveis, desconforto, ansiedade e disforias de modo geral. Todo o mal-estar é falsamente percebido como fome. Não podemos nos esquecer que a obesidade também é uma condição complexa, determinada por fatores genéticos, psicológicos, culturais e familiares.
Como a ansiedade pode estar relacionada a transtornos alimentares?
Pessoas ansiosas comem excessivamente ou reduzem drasticamente a alimentação, como forma de aliviar os sintomas ansiosos. Uma gratificação imediatamente é percebida com o alívio da ansiedade, mas passado algum tempo, sente-se culpa por ter comido exageradamente. Esse sentimento de culpa fará com que coma novamente, pois, concluiu-se que a comida trás alívio de sentimentos desagradáveis, tornando esse comportamento um círculo vicioso.
Apesar de toda incidência na população, existem tratamentos para os transtornos alimentares. O primeiro passo é reconhecer a necessidade do cuidado de si e de ajuda profissional.
Buscar a assistência de profissionais da saúde como psiquiatra, psicólogo, nutricionista e clínico geral, aliada a terapias individuais ou em grupo e uso de medicamentos, quando necessário, fazem parte do tratamento dos transtornos alimentares.
Se você se identifica com esse texto ou conhece alguém que pode ser ajudado, não hesite em buscar ajuda ou compartilhar.
Cuide-se e viva bem!
Paula C. O. Felisbino
CRP 06/142323
Refs.: "Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais" - Paulo Dalgalarrondo
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